quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Fascismo na Italia

Fascismo:Entre as décadas de 1920 e 1940, surgiu e desenvolveu-se, em alguns países da Europa, o fascismo. Era um sistema político, econômico e social que ganhou força após a Primeira Guerra Mundial, principalmente nos países em crise econômica (Itália e Alemanha). Na Itália, o fascismo foi representado pelo líder italiano Benito Mussolini. Na Alemanha, Adolf Hitler foi o símbolo do fascismo, que neste país ganhou o nome de nazismo. 
Benito Mussolini
.
Este sistema terminou com a derrota do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) na Segunda Guerra Mundial (1939-45)

Principais características e ideias do fascismo:
Totalitarismo: o sistema fascista era antidemocrático e concentrava poderes totais nas mãos do líder de governo. Este líder podia tomar qualquer tipo de decisão ou decretar leis sem consultar políticos ou representantes da sociedade.

Nacionalismo: entre os fascistas era a ideologia baseada na ideia de que só o que é do país tem valor. Valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das outras, que são consideradas inferiores.

Militarismo: altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra. Fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Objetivo de expansão territorial através de guerras.

Culto à força física: Nos países fascistas, desde jovens os jovens eram treinados e preparados fisicamente para uma possível guerra. O objetivo do estado fascista era preparar soldados fortes e saudáveis.

Censura: Hitler e Mussolini usaram este dispositivo para coibir qualquer tipo de crítica aos seus governos. Nenhuma notícia ou ideia, contrária ao sistema, poderia ser veiculadas em jornais, revistas, rádio ou cinema. Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos e até condenados a morte.

Propaganda: os líderes fascistas usavam os meios de comunicação (rádios, cinema, revistas e jornais) para divulgarem suas ideologias. Os discursos de Hitler eram constantemente transmitidos pelas rádios ao povo alemão. Desfiles militares eram realizados para mostrar o poder bélico do governo.

Violência contra as minorias: na Alemanha, por exemplo, os nazistas perseguiram, enviaram para campos de concentração e mataram milhões de judeus, ciganos, homossexuais e até mesmo deficientes físicos.
Anti-socialismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos.

Curiosidades: 
- Embora Itália e Alemanha tenham sido os exemplos mais nítidos de funcionamento do sistema fascista, em Portugal (governo de Salazar) e Espanha (governo de Francisco Franco), neste período, características fascistas se fizeram presentes. 
- A palavra fascismo tem origem na palavra fasci que significa, em italiano, "feixe". O feixe de lenha amarrado foi um símbolo muito usado em Roma Antiga. Simbolizava a força na união, pois um galho sozinho pode ser quebrado, porém unidos tornam-se bem resistentes. Benito Mussolini resgatou este símbolo ao fundar o Partido Nacional Fascista em 1922. O símbolo deste partido era o feixe de lenha com um machado, tendo de pano de fundo as cores da bandeira italiana.
O fascismo na atualidade:
Embora tenha entrado em crise após a Segunda Guerra Mundial, alguns aspectos da ideologia fascista ainda estão presentes em alguns grupos e partidos políticos. Na Europa, por exemplo, existem partidos políticos que defendem plataformas baseadas na xenofobia (aversão a estrangeiros)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Infância e juventude de Adolf Hitler

Infância e juventude

* Ainda menino, Hitler estudou na abadia de Lambach, cidade em que morava, e queria ser sacerdote. Lá, além de ter participado do coral dos meninos beneditinos, teve o primeiro contato com a suástica, que mais tarde passou a ser o símbolo do nazismo. O desenho teria sido trazido pelo abade Teodorich Hagen. Ele ordenou que todas as paredes, mesas e objetos de culto da abadia tivessem o símbolo esculpido.
* Durante o tempo que ficou em Lambach, Hitler teve contato com o padre Adolf Joseph Lanz. Louro e de olhos azuis, Lanz fundou o jornal Ostara, do qual Hitler era assíduo leitor. Na publicação, o padre defendia a superioridade dos arianos em relação aos povos de outras etnias.
* Aos 12 anos, Adolf Hitler, canhoto, decidiu ser pintor. Quando se inscreveu na escola de Belas Artes de Viena, ouviu que tinha mais talento para a arquitetura. Ele não foi aceito pela academia por não ter terminado os estudos secundários.
* Aos 9 anos, Hitler foi pego fumando escondido por um padre da abadia. Ele também teria tomado um porre com colegas de escola em comemoração depois de uma prova. Quando adulto, Hitler se tornou vegetariano e contrário ao consumo de álcool e cigarro.
* Hitler era fã dos romances do alemão Karl May. O autor escrevia as aventuras de Old Shatterhand. Hitler leu cerca de setenta livros sobre o herói.
* Hitler mudou de cidade várias vezes para escapar do serviço militar austríaco. Nessa época, ele ganhava a vida pintando cartazes e cartões-postais. Mas ele quis lutar pelo Exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1918, durante uma batalha contra ingleses, Hitler quase ficou cego ao ser atingido por uma bomba de gás. Em 1916, quando foi ferido pela primeira vez, ele foi condecorado com a Cruz de Ferro de Primeira Classe pelo bravo desempenho nas frentes de batalha.

Suástica

.
Um símbolo carregado de uma memória triste que marcou o século XX pelas atrocidades acontecidas na Alemanha Nazista. Essa seria a primeira definição que alguém, com poucos conhecimentos históricos, ofereceria no momento que visse o célebre escudo que um dia estampou a bandeira alemã. Entretanto, poucos conhecem a trajetória da suástica, um antigo símbolo que teve os mais diferentes significados ao longo do tempo.

Alguns estudos apontam que esse mesmo símbolo, também conhecido pelo nome de “cruz gamada”, apareceu a mais de 3000 anos atrás em algumas moedas utilizadas na antiga Mesopotâmia. Além disso, diversas outras antigas civilizações – como os índios navajos e os maias – também registraram essa mesma marca em artefatos de sua cultura material. A primeira significação definida da suástica surgiu entre os praticantes do hinduísmo. 

Em sânscrito, a palavra suástica significa “aquilo que traz sorte”. Entretanto, o posicionamento dos braços que compõe o símbolo tinha significações religiosas completamente opostas. Quando seus braços estão em sentido horário (conforme observado na bandeira nazista) a suástica seria um ícone mágico capaz de chamar a atenção das divindades malévolas. Se estivesse disposta de maneira inversa, poderia atrair boas energias, bem como servir como uma referência ao deus Sol.

Em outras culturas também é possível observar usos bastante variados para essa mesma simbologia. Os chineses adotavam a suástica para representar o número 10.000; a maçonaria a utiliza como meio de representação de uma constelação próxima à estrela Ursa Maior; e os bascos representam por meio da suástica a imagem de uma dupla espiral. Ainda assim, entre tantos outros usos e significações, a mais conhecida foi difundida pela poderosa máquina de propaganda nazista.

A associação entre a suástica e o nazismo teria sido feita pelo poeta alemão Guido List, que sugeriu o uso do símbolo como síntese do orgulho nacionalista alemão e o repúdio ao povo judeu. Estudos recentes indicam que o encontro entre o nacionalismo alemão e a suástica foi possível graças às precipitadas interpretações do arqueólogo alemão Heinrich Schliemann.

No final do século XIX, esse estudioso coordenava uma pesquisa no estreito de Dardanelos, onde presumidamente haveria sido construída a cidade de Tróia. Durante algumas escavações, Heinrich encontrou vários artefatos com suásticas bastante semelhantes a outras que ele havia encontrado nas proximidades do Rio Oder, na Alemanha. A partir disso, ele presumiu que havia algum elo entre os antigos povos gregos e os teutões, que primeiramente ocuparam a Alemanha.

Entretanto, ao contrário do que possa aparentar, a suástica apareceu no mundo Ocidental antes do movimento nazista ganhar força na Europa. Os membros da Sociedade Teosófica, fundada por Madame Blavatsky, incorporou a suástica entre seus símbolos. No início do século XX, a Coca-cola distribuiu vários pingentes promocionais com a suástica. Ironicamente, os combatentes da 45ª Divisão de Infantaria Americana utilizaram uma suástica laranja durante a Primeira Guerra Mundial.

Na Alemanha, o símbolo seria primeiramente incorporado por algumas organizações nacionalistas e militares. A escolha do símbolo para o Partido Nazista foi justificada por Hitler em seu livro “Minha Luta”. De acordo com o líder nazista, a suástica teria a capacidade de representar a luta em prol do triunfo do homem ariano e o desenvolvimento da nação alemã por meio da campanha anti-semita. Com isso, a suástica viria a ganhar a sua mais reconhecida interpretação.

Na atualidade, grupos religiosos procuram combater as idéias negativas que foram vinculadas à cruz gamada por meio do nazismo alemão. Um grupo norte-americano conhecido como “Amigos da Suástica” promove a divulgação dos significados originais do símbolo e faz questão de demonstrar veementemente que são completamente contrários ao nazismo ou qualquer outra ideologia racista.

Nazismo de Adolf Hitler



Entre 1918 e 1938, o mundo viveu um período chamado “entreguerras”: vinte anos que separaram as duas grandes guerras mundiais. Com o fim da Primeira Guerra, em 1918, a Alemanha, derrotada, encontrava-se em uma profunda crise. Para sair da guerra e manter o que restou de seu exército, assinou um acordo de paz chamado “Tratado de Versalhes”. Esse tratado, além de responsabilizar a Alemanha pela Primeira Guerra, proibia o país de fabricar armas, tanques e aviões; obrigava a devolução de territórios conquistados e a redução do exército alemão, além de exigir o pagamento de uma indenização aos países vitoriosos, pelos danos de guerra. Essas imposições criaram na Alemanha um clima de revanchismo, revolta, por parte da população que estava se sentindo humilhada. No final da guerra, o regime monárquico do Kaiser (imperador) caiu, dando início à “República de Weimar”.

                                                             
Em 1917, a Rússia, comandada pelo socialista Lênin, derrubou o governo do Czar Nicolau II e instaurou uma nova forma de governo democrático: o comunismo. Os países que baseavam suas economias no capitalismo e na exploração do trabalhador se viram ameaçados. Uma onda de movimentos antidemocráticos surgiu no cenário mundial, com o intuito de conter o crescimento do comunismo. Na Itália predominava o fascismo; em Portugal, o salazarismo; na Espanha, o franquismo; e na Alemanha, o nazismo. A palavra nazismo vem de Nazi, que é a abreviação de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, que de socialista não tinha nada. Seu líder chamava-se Adolf Hitler e o partido adotou como símbolo a “suástica”, uma cruz encontrada em diversas tribos.

Hitler nasceu em 20 de abril de 1889. Em 1923, Hitler, indignado com as péssimas condições que os alemães enfrentavam, oriundas da derrota na guerra, tentou um golpe de Estado em uma cervejaria, na Alemanha. Sem sucesso, foi preso. Na prisão, escreveu um livro que se tornaria a cartilha para o nazismo: “Mein Kampf” (Minha luta). Nesse livro, Hitler defendia a hegemonia da raça ariana, alegando que a Alemanha só se reergueria quando os povos se unissem “num só povo, num só império, num só líder”. Outras etnias, como judeus e negros, deveriam ser executadas. Hitler não gostava de judeus, pois afirmava que a Primeira Guerra só fora desastrosa por conta da traição dos judeus marxistas. Além do ódio contra outras etnias, Hitler também defendia o extermínio de testemunhas de Jeová e homossexuais. E comunistas, é claro. Para executar suas ordens, foram criadas as Seções de Assalto (S.A), as Seções de Segurança (S.S.) e a Gestapo (polícia secreta).

Os alemães viam em Hitler uma salvação para a crise que o país enfrentava. Rapidamente o partido cresceu. Agricultores, jovens, soldados, em todas as classes, tornaram-se adeptos do novo partido. Com a crescente do partido, o presidente alemão Hindenburg, amedrontado, ofereceu o cargo de chanceler a Hitler, que instaurou uma política de repreensão contra seus opositores: os líderes comunistas foram presos em campos de concentração e, posteriormente, executados. Em agosto de 1934, o presidente Hindenburg morreu e Hitler assumiu o cargo máximo, sem abrir mão do seu cargo antigo. Criou o Terceiro Reich (império) e se proclamou Führer (líder, em alemão). Sua primeira medida como ditador foi a execução de milhares de judeus, comunistas, homossexuais, negros e outros nos campos de concentração. Esse episódio ficou conhecido como “Holocausto”.

Uma figura fundamental na difusão do nazismo foi Joseph Goebbels. Hábil orador, cineasta e agitador, Goebbels foi nomeado ministro da propaganda nazista. Além de censurar os veículos de imprensa, Goebbels fazia filmes que alienavam a população, com promessas de um mundo melhor, com a supremacia ariana. Controlava o rádio, a televisão e os jornais, divulgando seus filmes e discursos panfletários em prol do nazismo.

Em 1939, teve início a
Segunda Grande Guerra. Hitler, colérico, enviou toda a tropa alemã. Depois de inúmeras derrotas, o exército alemão tentou a última cartada: em junho de 1941 invadiu a União Soviética. Apesar das vitórias iniciais, Hitler não contava com o rigoroso inverno e suas tropas foram surpreendidas, ficando cercadas por tropas russas. Sem comida, sem água e enfrentando um frio congelante, o exército alemão foi derrotado. Hitler, cercado pelo exército vermelho, em seu bunker (esconderijo militar), suicidou-se com um tiro na cabeça.
 

Raça Ariana

É um conceito surgido no século 19 e que hoje está completamente desacreditado. "A raça ariana seria supostamente a linhagem ‘mais pura’ dos seres humanos, constituída apenas por indivíduos altos, fortes, claros e inteligentes, representando assim, de acordo com critérios arbitrários, uma raça superior às demais", afirma o biólogo Danilo Vicensotto, da Universidade de São Paulo (USP). A palavra "ariano" deriva de arya ("nobre", em sânscrito) e serviu para denominar um povo de origem controversa. "Na verdade, os arianos não são uma raça, e sim um grupo lingüístico, mais conhecido como indo-europeu", diz o historiador Robert Rozett, da biblioteca Yad Vashem, em Israel. Em meados do século 19, o diplomata e escritor francês conde de Gobineau propôs o conceito de "raça ariana", defendendo a superioridade dos brancos sobre negros, amarelos e semitas.
Gobineau classificava como "arianos" os povos nórdicos e germânicos, que para ele representavam o ápice da civilização, sendo responsáveis por todo o progresso da humanidade ao longo da história. As idéias do conde francês tiveram aceitação na Europa da época, em especial entre intelectuais alemães. Na Alemanha do século 20, o conceito foi assimilado pelo Partido Nazista e por seu líder Adolf Hitler, servindo de base para a política de extermínio de judeus e de outros "povos não-arianos". Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), porém, o conceito de Gobineau foi totalmente repudiado pelos antropólogos. "No campo biológico, as supostas qualidades da ‘raça ariana’ não fazem sentido. O próprio conceito de raça é equivocado. No século 19, acreditava-se que os seres humanos poderiam ser classificados em raças de acordo com sua característica física, mas na verdade o conceito de raça não pode ser aplicado aos humanos", afirma Danilo.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Revolução Russa


 Revolução Russa

Antecedentes:  
  • Guerra contra o Japão
  • Fome no campo (80% da população vivia no campo)imperiorusso3
  • Industrialização tardia
  • Domingo sangrento

Partidos políticos:
  • Mencheviques
  • Bolcheviques
Revolução de fevereiro:
  • Liderança Menchevique => Tentativa de reformas (capitalistas)
Revolução de Outubro
    • Liderança Bolchevique => “Revolução dentro da revolução” => Socialista
Guerra civil e consolidação do socialismo
  • NEP (Nova Política Econômica)
  • Partido Único
  • Criação da URSS
Governo de Stalin
  • Socialismo e ditadura
Em 1917, na Rússia, houve uma revolução que instituiu o primeiro Estado socialista da história. Dessa revolução nasceu a União Soviética, que se tornou uma grande potência do século XX junto aos Estados Unidos.

Sociedade rural
No começo do século XX, a economia russa era baseada na produção de trigo. Mais de 80% da população residia no campo, sendo, em sua maioria, camponeses pobres.

Industrialização tardia
Ao contrário da maioria dos países da Europa, a Rússia deu início a sua industrialização apenas em 1984, quando o governo ofereceu incentivos para a entrada de capital estrangeiro no país, provenientes principalmente da França e da Alemanha. Os empregos gerados pela industrialização se concentravam em grandes centros urbanos e, normalmente, eram salários baixíssimos com uma jornada de 12 horas de trabalho por dia. Assim, formaram-se grupos de trabalhadores que organizaram projetos políticos baseados em ideias socialistas e revolucionárias que, de alguma forma, melhorassem a vida da classe operária.

Partidos políticos
Após a organização dos operários, criou-se o Partido Operário Social-Democrata Russo. Como o governo czarista russo não admitia qualquer forma de oposição ao seu governo, esse partido foi violentamente perseguido e desarticulado em 1898. No entanto, seus líderes se reorganizaram  no exterior.
Em 1903. divergências quanto à forma de ação levou o partido a se dividir em dois grupos:
Mencheviques: Pequeno grupo que defendia que o melhor caminho era estabelecer alianças entre trabalhadores e a burguesia liberal para conquistar o poder.
Bolcheviques: A maioria. Defendia a conquista imediata do poder, mediante a uma revolução. Defendia um governo onde a classe operária dominasse. O principal líder era Lenin.

Revolta de 1905
Em 1904, devido à disputa por territórios na China, a Rússia entra em guerra com o Japão. Com exércitos despreparados, os russos foram derrotados, em 1905,  perdendo territórios. Essa derrota agravou a crise econômica no Império russo e a insatisfação da população. A partir daí, houve diversas manifestações e protestos contra o governo. Esse conjunto de manifestações foi chamadas de Revolta de 1905. Dois episódios marcaram essa revolta. São eles:
domingo_sangrento  Domingo Sangrento: Durante uma manifestação        pacífica em frente ao palácio czar, a guarda
czarista reagiu violentamente, resultando em centenas de manifestante mortos. Essa ação da guarda revoltou toda a sociedade russa.
  Revolta do Encouraçado Potemkin: Os tripulantes do navio de guerra russo, Potemkin, rebelaram-se contra seus comandantes, sendo apoiados pela população. Nessa época surgiram os primeiros sovietes, isto é, conselhos de operários, criados para coordenar as greves operárias. Após o final da guerra contra o Japão, as tropas se direcionaram às manifestações, anulando grande parte delas. A revolta de 1905 foi controlada e os líderes dela foram exilados.


brancos_vermelhos_04
Entrada na Primeira Guerra
O governo russo mobilizou cerca de 13 milhões de soldados para a guerra. No entanto, as tropas não estavam preparadas para resistir por muito tempo. Depois de dois anos de lutas, a economia russa entrou na reserva (colapso). Por causa da guerra, os meios de transporte foram destruídos e a produção agrícola foi arrasada. O preço dos alimentos subiu absurdamente e a população começou a passar fome. 

Processo revolucionário
O processo revolucionário pode ser dividido em três fases:

  • Revolução Branca (fevereiro) – Ideias capitalistas
O governo foi controlado pelos “brancos”, nome dado aos não bolcheviques.                  
Explicação: O czar foi deposto e um governo provisório foi formado por políticos liberais. Nesse governo podemos destacar as seguintes medidas adotadas:
  • redução da jornada de trabalho para oito horas diárias
  • anistia aos exilados
  • garantia do direito de expressão
O governo provisório, porém, não resolveu as crises enfrentadas pelo país e não retirou os soldados da Primeira Guerra Mundial. Beneficiado pela anistia, Lenin, líder revolucionário antes exilado, regressou à Rússia e passou a liderar a oposição (bolcheviques) ao governo provisório.

  • Revolução Vermelha (outubro) – Ideias socialistas
Com o apoio das forças armadas, os bolcheviques tomaram o poder. Nesse governo podemos destacar as seguintes medidas adotadas:
  • Pedido de paz imediata: retirada da Rússia guerra
  • Confisco de propriedade privada: divisão das terras por igual
  • Estatização da economia: nacionalização de empresas (bancos, fábricas)

Guerra civil
Após conflitos violentos em uma guerra civil, o governo bolchevique manteve-se no poder. Em 1918 o partido antes denominado como Bolchevique passa a se chamar Partido Comunista e se consolidam no poder. Após a instauração definitiva do socialismo na Rússia, os países capitalistas se afastaram do país para que o crescimento do socialismo fosse impedido.

Adoção da NEP
Após a guerra civil , a economia russa se encontrava arrasada. O governo de Lenin decidiu , então, adotar medidas de carater liberal (capitalista) como, por exemplo, a liberdade de comércio interno e de salários, criação de empresas privadas e empréstimos estrangeiros. Ainda assim, o governo socialista predominava, gerenciando o sistema bancário e as indústrias de base.

Partido Único
Durante esse período novo da história russa o governo não admitia qualquer tipo de oposição e tornou-se o único partido existente em todo o país.

Criação da URSS
Em 1922 foi fundada a União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS), populamente conhecida como União Soviética. 

Governo de Stalin 
stalin77Após o falecimento de Lenin, Stalin, por meio de meios um tanto duvidosos, assumiu o poder.
Stalin abandonou a NEP, renacionalizando a economia. Por meio de estatização da economia, Stalin promoveu os seguintes pontos à Rússia.
  • Desenvolveu a indústria de base, explorando as reservas minerais do país
  • Mecanizou a agricultura
  • Desenvolveu a educação pública com o ensino obrigatório e gratuito, erradicando o analfabetismo
É claro que nem tudo foi bom, pois nenhum o governo é perfeito. O lado perverso desse governo foi a sangrenta ditadura que perseguiu cruelmente as oposições políticas.

Czar Alexandre III


        Alexandre III (1881 - 1894)

O czar Alexandre III Alexandrovich (10 de Março de 1845 – 1 de Novembro de 1894) foi Imperador e Autocrata de Todas as Rússias a partir do dia 13 de Março de 1881 até à sua morte em 1894. Era casado com a princesa Dagmar da Dinamarca que, ao converter-se à Igreja Ortodoxa Russa, passou a chamar-se Maria Feodorovna . Juntos tiveram seis filhos, entre os quais o último czar da Rússia, Nicolau II.
Após o assassinato de Alexandre II, as forças conservadoras russas uniram-se em torno do novo czar, Alexandre III, que retomou o antigo vigor do regime monárquico absolutista.
Alexandre III concedeu grandes poderes à polícia política do governo (Okhrana) , que exercia severo controle sobre os setores educacionais, imprensa e tribunais, além dos dois importantes partidos políticos (Narodnik) e o Partido Operário Social-Democrata Russo, que queriam acabar com a autocracia passaram a atuar na clandestinidade.
Impedidos de protestar contra a exploração de que eram vítimas, camponeses e trabalhadores urbanos continuaram sob a opressão da aristocracia agrária e dos empresários industriais. Estes, associando-se a capitais franceses , impulsionavam o processo de industrialização do país. Apesar da repressão política comandada pela Okhrana, as ideias socialistas eram introduzidas no país por intelectuais preocupados em organizar a classe trabalhadora .

Tentativa de assassinato

Alexandre Uliánov – irmão mais velho de Lenin – ainda com 21 anos, um estudante em São Petersburgo, envolveu-se no grupo terrorista Pervomartovtsi e foi um dos cúmplices numa das muitas tentativas de assassinar o Czar Alexandre III da Rússia. Foi condenado à morte em 1887. Isto teria grandes conseqüências para o irmão que se radicalizaria nos anos seguintes.

O penúltimo czar da Rússia morreu prematuramente, de causas naturais, vitimado por uma nefrite.

                                           Questões

1- Por que Alexandre III assumiu o poder ?
   
2- Alexandre III concedeu grandes poderes  à policia politica de  que  governo? 

3- Impedidos de protestar contra a exploração de que eram vitimas ,  camponeses  e trabalhadores urbanos continuaram sob opressão da aristocracia ?
 
4- Qual foi o dia do nascimento de Alexandre III ? E  o dia da sua morte?
 
5- Alexandre III teve seis filhos com a princesa Dagmar um deles foi o ultimo czar da Russia . Quem foi ele ?